EXO RESIDÊNCIAS

2003-2006

O programa exo residências hospedou e acompanhou pesquisas e trabalhos de artistas e autores estrangeiros e brasileiros relacionados à metrópole de São Paulo.

Entre 2003 e 2006, o programa exo residências ofereceu infraestrutura para receber artistas para realizar pesquisas, trabalhos, estabelecer contatos, parcerias e fomentar o intercâmbio de ideias e práticas, sendo o primeiro programa de residência de artistas na cidade de São Paulo. Em seus três anos de funcionamento, a exo recebeu 27 residentes da América do Sul, Europa e África.

A exo experimental org. configurou-se como um ponto de encontro para artistas e autores que desejavam se inserir, pesquisar, produzir trabalhos artísticos e reflexões sobre a sociedade brasileira, e particularmente a metrópole de São Paulo. No âmbito deste programa, os residentes tiveram a oportunidade de compartilhar pesquisas e conhecimentos, desenvolvendo projetos individuais ou colaborações com agentes e instituições da vida cultural, social, acadêmica local e de outras cidades brasileiras.

Vista da residência ed. Copan, 2005. Foto: George Dupin

O programa inseriu-se no edifício Copan, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer (1951-1966), localizado no centro histórico. Edifício ícone de São Paulo, o Copan estabelece uma relação estreita com o tecido urbano, além de apresentar uma alta densidade de ocupação e multiplicidade de diferenças sociais e culturais - verdadeiro laboratório desta metrópole de mais de 10 milhões de habitantes.

Além do espaço de hospedagem, com estrutura flutuante de dois ou três apartamentos-estúdios nos Blocos B e E, os residentes beneficiaram-se das facilidades do escritório da exo e de um acompanhamento flexível e dinâmico para suas inserções no meio cultural local, conforme as especificidades de cada projeto e das parcerias e apoios. Com duração de 1 a 3 meses, aberto a artistas, teóricos e curadores, com enfoque transdisciplinar incluindo artes visuais, audiovisual, cinema, fotografia, sociologia, arquitetura e urbanismo, as residências contemplaram a realização de encontros públicos e apresentações de trabalhos.

Em muitos países e cidades do mundo foram criados programas de residências para artistas com distintos apoios financeiros, estruturais e organizacionais, e programas variados que promovem intercâmbio artístico entre diversas comunidades regionais e internacionais, sejam iniciativas de governos ou independentes. Muitas residências de artistas devem sua existência ao desenvolvimento da arte nos anos 1960, momento no qual o foco das práticas artísticas voltou-se para o processo. Residência de artista é um investimento no futuro, com frutos a curto, médio e longo prazo. Porém, se nos anos 1990 e 2000 as residências de artistas cresceram exponencialmente no mundo todo, recentemente percebemos uma diminuição e reconfiguração em curso deste tipo de programa.

Os residentes foram convidados ou selecionados pelas instituições com quem estabelecemos convênios (diretamente ou em parceria); e pela exo no âmbito do programa de pesquisas São Paulo S.A., por meio de parcerias e apoios de distintas instituições. Foram sedimentadas colaborações com os serviços culturais de distintos países com representação em São Paulo/Brasil e organizações nacionais e internacionais, com convênios com Consulado Geral da França em São Paulo, Ville de Paris / AFAA (Ministério de Relações Internacionais, França), Goethe Institut-São Paulo e FRAME (Finish Fund for Art Exchange - Finlândia). Contou com apoios do Conseil de Arts du Canada, Consulado Geral dos Países Baixos em São Paulo, Embaixada do México no Brasil, Prince Claus Fund (Holanda) e Rumos Artes Visuais Itaú Cultural, e estabeleceu parcerias com o edifício Copan, Centro Universitário Maria Antonia - USP e Capacete Entretenimentos (Rio de Janeiro).